1.0 - DOCUMENTOS BÁSICOS
1.1 - NBR NM 76
2.0 - MATERIAL BÁSICO
2.1 - Cimento Portland ou outro material em pó.
3.0 - EQUIPAMENTOS
3.1 - Permeabilímetro de Blaine.
3.2 - Acessórios do Permeabilímetro de Blaine como: êmbolo de compactação, pêra de sucção, haste de madeira.
3.3 - Balança de precisão
3.4 - Cronômetro Digital.
3.5 - Discos circulares de papel filtro adaptados à dimensão da célula.
3.6 - Funil de vidro.
3.7 - Espátula meia cana.
3.8 - Termômetro.
3.9 - Pincel.
3.10 - Base de madeira.
3.11 - Recipiente com tampa.
3.12 - Recipiente para determinação de massa pequena.
4.0 - LABORATÓRIO
4.1 - O laboratório deve ser mantido à temperatura de (20 + 2)° C e umidade relativa do ar não superior a 65%.
NOTA: Todas as temperaturas estabelecidas para a realização deste ensaio podem ser mantidas no intervalo de (23 + 2)°C, (25 + 2)°C ou (27 + 2)°C em regiões de clima quente, porém devem ser registradas no relatório de ensaio.
5.0 - FORMAÇÃO DA CAMADA
5.1 - Para obter uma camada de material de porosidade e, pesar uma quantidade de cimento m, em gramas, calculada a partir de:
onde,
m = massa do material, em g.
= massa específica do cimento.
= porosidade da camada que depende da finura e do tipo de cimento e deve ser escolhida de maneira que a camada seja facilmente compactada. Pode-se tomar o valor de 0,500 como ponto de partida.
V = volume da camada do material (o valor de V é determinado por aferição e consta da etiqueta de identificação afixada no aparelho), em cm³.
6.0 - AMOSTRA
6.1 - Homogeneizar vigorosamente a amostra a ser ensaiada.
7.0 - ENSAIOS
7.1 - Colocar o disco perfurado sobre a borda, no fundo da célula e sobre ele um disco de papel filtro novo, pressionado levemente com um bastão de madeira de extremidade plana.
7.2 - Com o auxílio do funil, colocar a quantidade de material determinada m, na célula, golpeando-a levemente até que a superfície da amostra fique aproximadamente plana. Colocar um segundo papel filtro.
7.3 - Introduzir o êmbolo para permitir o contato com o papel filtro, pressionando-o suave mas firmemente até que a face inferior da cápsula esteja em contato com a célula. Caso não seja possível, repetir o procedimento a partir do item 5.1, adotando uma porosidade maior, ou ainda, se o êmbolo descer praticamente sozinho pela pressão de seu peso deve-se repetir os processos desde 5.1, mas adotando uma porosidade menor.
7.4 - Vagarosamente retirar o êmbolo cerca de
7.5 - Conectar a célula ao tubo manométrico, usando uma camada fina de vaselina para garantir a vedação da junção.
7.6 - Abrir o registro e, por meio de aspiração levantar o líquido manométrico para a marca superior do tubo manométrico, fechando o registro.
7.7 - Com a subpressão formada no tubo abaixo da célula, o ar é forçado a fluir através da camada porosa e o fluido manométrico vai lentamente voltando a posição de equilíbrio.
7.8 - O cronômetro deve ser acionado quando o nível do fluido passar pela segunda marca e desligado quando atingir a terceira marca anotando-se o tempo, com aproximação de 0,2 s. Anotar a temperatura nas proximidades do aparelho.
7.9 - Repetir o procedimento na mesma camada e registrar os valores adicionais de tempo e temperatura.
7.10 - Preparar uma nova camada do mesmo material com uma segunda amostra, seguindo o procedimento definido de
8.0 - CÁLCULOS
8.1 - O cálculo da área específica em massa é dado pela expressão:
onde,
S = área específica em massa, em cm2 /g.
= porosidade da camada.
t = tempo, em segundos.
= massa específica do material em g/cm³.
= viscosidade do ar à temperatura do ensaio, em Pa/s (ver Tabela 1 em anexo).
K = constante do aparelho.
9.0 - CALIBRAÇÃO
9.1 - DETERMINAÇÃO DO VOLUME DA CAMADA
9.1.1 - Aplicar uma camada muito fina de óleo mineral leve no interior da célula. Colocar o disco perfurado sobre a borda, dentro da célula.
9.1.2 - Colocar dois discos de papel filtro novos sobre o disco perfurado e assegurar que cada um cubra a base da célula quando pressionados por uma haste.
9.1.3 - Encher a célula com mercúrio e remover qualquer bolha com uma haste limpa e seca.
9.1.4 - Assegurar que a célula esteja cheia , pressionando uma placa de vidro sobre a superfície de mercúrio até nivelar com o topo da célula.
9.1.5 - Esvaziar a célula, pesar o mercúrio com aproximação de
9.1.6 - Remover um disco de papel filtro.
9.1.7 - Fazer uma camada de material conforme descrito de
9.1.8 - Preencher a célula com mercúrio, removendo as bolhas de ar e nivelando o topo como antes.
9.1.9 - Remover o mercúrio, pesar com aproximação de
9.1.10 - O volume da camada (V), em cm³, é dado por:
onde,
H = massa específica do mercúrio na temperatura do ensaio, tomado na Tabela 1.
9.1.11 - Repetir o procedimento com camadas de cimento diferentes até que dois valores de V obtidos difiram menos do que 0,005 cm³. Registrar a média desses dois valores como V.
NOTA: Evitar derramamento de mercúrio e qualquer contato entre esse material e os olhos ou a pele do operador.
9.2 - DETERMINAÇÃO DA CONSTANTE DO APARELHO
9.2.1 - Preparar uma camada compactada de cimento de referência de superfície específica conhecida e medir sua permeabilidade através do procedimento dado de
9.2.2 - Usando a mesma camada, repetir o procedimento de
9.2.3 - Repetir todo o procedimento em mais duas amostras do mesmo cimento de referência. Para cada uma das três amostras, calcular a média dos três tempos e temperaturas. Para cada amostra calcular:
onde,
S0 = superfície específica da amostra de referência, em cm²/g.
0 = massa específica da amostra de referência, em g/cm³.
t0 = média dos três tempos determinados, em s.
0 = viscosidade do ar correspondente à média de três temperaturas, em Pa.s.
0 = porosidade da camada da amostra de referência.
10.0 - EXPRESSÃO DOS RESULTADOS
10.1 - O resultado da superfície específica S, deve ser apresentado com aproximação de 10 cm²/g.
10.2 - A diferença de 1% entre as médias de dois ensaios efetuados com uma mesma amostra é aceitável.
10.3 - O desvio-padrão da repetibilidade, ou seja, um de um mesmo operador realizando o ensaio com amostras diferentes do mesmo material é 50 cm²/g, e da reprodutibilidade, ou seja, operadores diferentes realizando o ensaio com amostras diferentes do mesmo material é 100cm²/g.
TABELA 1 – Massa específica do mercúrio e viscosidade do ar em função da temperatura
|
Temperatura °C |
Massa específica do mercúrio (H) g/cm³ |
Viscosidade do ar Pa.s |
|
|
16,0 |
13,560 |
0,00001800 |
0,001342 |
|
17,0 |
13,560 |
0,00001805 |
0,001344 |
|
18,0 |
13,550 |
0,00001810 |
0,001345 |
|
19,0 |
13,550 |
0,00001815 |
0,001347 |
|
20,0 |
13,550 |
0,00001819 |
0,001349 |
|
21,0 |
13,540 |
0,00001824 |
0,001351 |
|
22,0 |
13,540 |
0,00001829 |
0,001353 |
|
23,0 |
13,540 |
0,00001834 |
0,001354 |
|
24,0 |
13,540 |
0,00001839 |
0,001355 |
NOTA: Valores intermediários podem ser obtidos por interpolação linear