Pular para o conteúdo
Fundamentos

Origem do Cimento

A palavra cimento vem do latim caementum. Conheça a história do aglomerante, do gesso egípcio ao cimento Portland e ao Brasil de hoje.

Conteúdo revisado em julho de 2026

Origem do Cimento

A palavra cimento tem origem no latim caementum, termo que designava um tipo de pedra natural extraída de rochedos. O uso de materiais aglomerantes para unir pedras e dar forma a construções, porém, é muito mais antigo do que o cimento que conhecemos hoje.

Das civilizações antigas ao cimento Portland

No Egito antigo empregou-se uma espécie de gesso calcinado em grandes construções. Na Grécia e na Roma antigas, utilizava-se uma massa obtida pela mistura de cal com cinzas vulcânicas, material que ficou conhecido como pozolana, capaz de endurecer mesmo em contato com a água. Muitas dessas obras romanas resistem até os dias atuais, prova da durabilidade daqueles aglomerantes.

O desenvolvimento moderno avançou com o engenheiro inglês John Smeaton, que por volta de 1756 pesquisou aglomerantes resistentes à água para reconstruir o farol de Eddystone. Em seguida, James Parker patenteou em 1796 um material conhecido como cimento romano, e o engenheiro francês Louis Joseph Vicat contribuiu com estudos publicados a partir de 1817 e 1818 sobre a fabricação de cais hidráulicas, lançando bases científicas para o setor.

O marco mais importante veio das mãos do construtor inglês Joseph Aspdin. Após experiências com a queima e a moagem de calcário e argila, ele obteve um pó que, misturado à água, formava uma argamassa que endurecia com dureza semelhante à das pedras usadas nas edificações. Aspdin patenteou o produto em 1824 com o nome de cimento Portland, em referência às rochas de coloração parecida extraídas na ilha de Portland, na Inglaterra. É esse nome que designa o cimento até hoje.

O cimento no Brasil

No Brasil, as primeiras tentativas de produção ocorreram ainda no fim do século XIX e início do XX, mas a fabricação em escala industrial se consolidou a partir de 1926, com a instalação de fábricas que reduziram gradualmente a dependência do produto importado. Ao longo das décadas seguintes, o país deixou a condição de importador, desenvolveu tecnologia própria e passou a fabricar cimentos adaptados às nossas jazidas e necessidades.

Atualmente o Brasil figura entre os maiores produtores mundiais de cimento. Em 2024, o consumo interno somou cerca de 64,8 milhões de toneladas, com crescimento em relação ao ano anterior. O país também é referência internacional em sustentabilidade: a indústria nacional está entre as líderes mundiais na substituição de parte do clínquer por adições e emite, em média, menos dióxido de carbono por tonelada de cimento do que a média global.

Quase dois séculos de evolução

Da patente de Aspdin em 1824 até hoje, o cimento passou por quase dois séculos de aperfeiçoamento em composição, processos de fabricação e desempenho. A norma ABNT NBR 16697:2018 organiza os tipos disponíveis no país, e o setor caminha para metas de neutralidade de carbono até 2050, combinando adições, combustíveis alternativos, eficiência energética e novas tecnologias de captura de CO2.

Continue explorando

Fundamentos

O que é concreto e cimento, sua origem, tipos de cimento e noções básicas para começar do jeito certo.